terça-feira, 16 de março de 2010

Transgenicos: Governador Requião tinha razão.

Do Portal Pratos Limpos

Roberto Requião tinha um sonho. Queria transformar o Paraná em uma área livre dos transgênicos, as famosas sementes que oferecem uma vantagem inicial, mas que transformam o agricultor em refém da multinacional que controla os organismos geneticamente modificados.

A rigor, não conseguiu realizar esse sonho porque muitos produtores rurais caíram no canto da sereia da produção mais barata, mas a posição marcante em favor de produtos naturais tornou o Paraná um destino procurado pelos mercados mais sofisticados, como o europeu, que rejeitam os produtos modificados geneticamente.

O Paraná ganhou com essa guerra, mas ela não foi fácil e nem indolor. No princípio Requião foi acusado de ter adotado uma posição ensandecida, movido apenas por preconceito ideológico. Seu objetivo principal, segundo seus adversários, seria o de impedir que multinacionais americanas, em especial a Monsanto, tivessem lucros estratosféricos.

Requião retrucava que estava agindo movido pelo princípio da precaução. “Se eu estiver errado será fácil corrigir o erro. Bastará adotar a transgenia. Mas se eu estiver certo e a adoção das sementes transgênicas resultar em prejuízos irreversíveis para a nossa agricultura, nada poderá absolver a minha omissão”, dizia o governador.

De omisso Requião jamais poderá ser acusado. Sua guerra contra os transgênicos esteve próxima de uma guerra real, com todos os seus horrores. O Porto de Paranaguá foi fechado aos transgênicos e a polícia mobilizada para identificar plantações clandestinas de soja transgênica.

Nesse front o governo não colheu vitórias porque a Justiça avaliou a questão com base nas normas estabelecidas pela União e estas se tornaram, cada vez mais, abertas a transgenia. O porto paranaense e as lavouras do Estado acabaram tendo de se abrir.

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